
"Ninguém consegue imaginar a Legião sem Renato. Por outro lado, vamos cuidar para que o próximo disco e o que quer que venha a ser lançado tenha a nossa marca, o nosso jeito. Foi muito difícil conviver com o fim do nosso trabalho. O último disco foi superdoloroso e eu me defendia disso pensando que aquilo já não era mais importante para mim e nem para ninguém. Já não nos encontrávamos mais para tocar, fazer shows, nada. Só nos reuníamos para compor e gravar as canções. Para fazer discos. Acho que era a nossa forma de lidar com o fim iminente, tentar não perceber o quanto aquilo era fundamental em nossas vidas. Hoje penso que o Renato foi muito importante para o Brasil nos anos 80. Ele significou muito para todos nós. Muito mesmo. E pensar que tudo começou numa brincadeira que a gente nunca imaginou que pudesse crescer tanto. O Renato tinha um senso de humor único e, quando queria, sabia ser engraçadíssimo. Ele era jornalista e nós, estudantes. Hoje vejo que o o que nós fizemos foi realmente importante, coisa que eu não gostava de pensar ultimamente. Quem gostou do que nós fizemos tem as canções prediletas e pode ouvi-las, mas eu não tinha idéia de como iria assimilar tudo isso. O que é que eu vou fazer? Tô com preguiça até de jogar bola."

Nenhum comentário:
Postar um comentário